Entrando em Ação

Relendo essa primeira carta, que postei em "E Você Chegou!" (29/05/17), vejo a ansiedade em que me encontrava aguardando um contato da Vara da Infância e da Juventude.

 Pois bem, fomos à comarca em Janeiro de 2013, onde informaram quais os documentos necessários para darmos início à habilitação, os quais foram entregues em Fevereiro/13 ao Poder Judiciário - na mesma Vara da Infância e da Juventude, pois tem que ser próximo de onde moramos.


No próprio fórum participamos, ainda em Fevereiro/13, de um Curso Preparatório Para a Adoção com palestrantes (psicólogos, assistentes sociais, juiz, advogados e pais com filhos adotivos) que foi bem abrangente e de extrema importância para diminuir as brutais diferenças entre o perfil requerido pelos pais e a realidade das crianças abrigadas no Brasil. Hora que cai a ficha! Pois de acordo com dados do CNA (Cadastro Nacional da Adoção), ferramenta criada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), há um número 5,4 vezes maior de pretendentes do que crianças aptas à adoção. Seria mais ou menos 30.000 pretendentes e apenas 5.500 para serem adotadas. Devido as exigências dos pretendentes a um perfil que não é facilmente encontrado nos abrigos de nosso país.

Fazíamos parte do grupo que imaginava receber um bebê, mas sempre indiferentes ao gênero e a cor.
Saímos do curso, que durou uma tarde, completamente mudados. Deixamos de olhar para nossos umbigos e vimos que ter um filho vai muito além disso. Deixamos caprichos de lado e decidimos o perfil dentro de nossa realidade, buscando a nossa verdade nessa maravilhosa missão: ser pai e mãe do coração!
Em Fevereiro de 2013, iniciamos a nossa participação, aliás , até hoje, em um grupo de apoio à adoção, o Projeto Acolher.
Faz toda a diferença participar de um grupo de apoio. Grupo este, que nos recebeu com grande carinho e entusiasmo, em uma turma tão diversa, e nos faz refletir muitos aspectos envolvidos nessa questão.
Sem julgamentos, estão todos lá para desabafar sentimentos ocultos - alguns com aquele sentimento de relutância quanto as entrevistas, as psicólogas e as assistentes sociais -, pelos quais todos passamos. Claro que, neste grupo cada um tem uma história e vem de uma região distinta. Ou seja, ví alguns com maior celeridade em seus casos, e apareceram já com seu(s) filho(s) na décima reunião (as reuniões são mensais). Tudo isso é bom que aconteça, pois cada caso é um caso... E a paciência é a nossa melhor amiga.

O Cadastro Nacional da Adoção consolida os dados de todas as Varas da Infância e da Juventude referentes a crianças e adolescentes em condições de serem adotados e a pretendentes habilitados à adoção. Em março de 2015, o CNA foi reformulado, simplificando operações e possibilitando um cruzamento de dados mais rápido e eficaz. Com a nova tecnologia, no momento em que um juiz insere os dados de uma criança no sistema, ele é informado automaticamente se há pretendentes na fila de adoção compatíveis com aquele perfil. O mesmo acontece se o magistrado cadastra um pretendente e há crianças que atendem àquelas características desejadas

A automação no cruzamento de dados permite que o sistema encontre perfis de crianças e pretendentes que vivem em estados e regiões diferentes, o que desburocratiza o trabalho do magistrado e agiliza a efetivação das adoções. (1)


A lei não estabelece restrição, o que determina a habilitação é o parecer dos técnicos do Poder Judiciário (assistentes sociais e psicólogas).

Após 9 meses, dentre entrega da documentação, entrevistas e avaliações psicossocial, fomos habilitados. Ou seja, estávamos inscritos no Cadastro de Pretendentes à Adoção. Ufa! Primeiro Passo, foi dada a largada!







(1) BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. CNJ Serviço:Saiba Como Funciona o Cadastro Nacional da Adoção. Brasília: 04/04/2016. Disponível em: < http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/81936-cnj-servico-saiba-como-funciona-o-cadastro-nacional-da-adocao >. Acesso em: 11 Maio 2017.


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