O Começo
O provérbio “Quem Procura, Acha” transmite algo que não nos acalma.
Sem uma busca, sem o encontro, a vida fica sem sentido.
Não adianta o quanto lutamos para chegar lá, é preciso ir muito além, porque o alcance não significa a vitória.
Todos os dias temos incontáveis momentos que podemos em um segundo destruí-lo. Sejam com palavras mal ditas, sejam por não sabermos como lidar, ou mesmo, sem precisar o quão relevante aquele momento é para quem te ouve, te necessita.
Nesse momento, quase ininterrupto de tanta aproximação com meu filho (não há escola, não há idas à pracinha/academia/clube e não há amigos para brincar), encontro-me com meus defeitos como uma sombra particular.
Com tudo o que se passa, com a minha existência depauperada, ouço: “Mãe, como sou sortudo por ter você”.
Sinceramente, antes essa expressão me enchia de orgulho, mas, hoje, ela vai muito além. Acolá da minha imagem depreciada quando a paciência chegou ao meu limite.
Quando aos meus ouvidos tilintam tanto amor, enxergo que a vida não é um presente: ela está presente em cada ação, na nossa frente.
Pedro me dá a certeza que o amor não se envergonha, que o amor se nutre, a cada dia com nossos verdadeiros atos.
Quem somos, o que viemos fazer aqui e qual a nossa missão.
Missão que não se finda, mesmo quando descoberta. Esse é apenas o começo.
Que a Páscoa, Pessach, seja em todos os caminhos, de todos nós, o nosso Re-começo.
Feliz Páscoa!
Um Abraço apertado, virtual, claro!
Raquel G. Badue
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