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Realizar

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A cada momento fazemos escolhas nos arriscando ao permitir que a nossa intuição esteja no caminho correto e, seja lá qual for, necessitamos eleger.   Precisamos estar com os corações abertos, quando, por exemplo, ele dispara ao encontrar um grande amor… As pernas tremem, a boca seca, as mãos transpiram em um suor frio que não conseguimos conter. E a pessoa desejada não sai um minuto sequer do pensamento. Este ser, eleito, passamos a amar e ao nosso corpo e mente a primar. Se realiza sem correspondência com a nossa herança genética.   Nem mesmo percebemos que estamos a adotar. Adotamos o(a) nosso(a) companheiro(a)/marido/esposa que fará parte de nossas vidas. É diante da construção deste vínculo afetivo que passamos a lidar com as nossas diferenças e só o amor suavizará os momentos imprevisíveis e de embaraços que permeiam o amadurecimento de um relacionamento amoroso. E não se difere do filho por adoção, onde não há a precedência de laços consanguíneos...

Que Alegria ver a nossa história contada na "Pais & Filhos"

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Que alegria participar do projeto Lá Em Casa é Assim!  E ainda mais feliz em ver a nossa história contada na “Pais & Filhos”... Pais&Filhos NAVEGUE POR TÓPICOS TV     COLUNISTAS     ENGRAVIDAR     GRAVIDEZ     RECÉM-NASCIDO     BEBÊS     CRIANÇAS     PAIS     FAMÍLIA     + PAIS&FILHOS     ESPECIAIS Adoção, aprendizado e amor: “Quando desejamos de verdade, não tem hora, sangue ou idade” RAQUEL E GUSTAVO ENCONTRARAM NA ADOÇÃO A REALIZAÇÃO DO SONHO DE SEREM PAIS. PEDRO CHEGOU PARA COMPLETAR A FAMÍLIA, DAR AMOR E SER AMADO. JENNIFER DETLINGER , FILHA DE LUCILA E PAULO 10.06.2018 COMPARTILHE  0      0      0       (Foto: Arquivo pessoal) A Raquel Gomes Badue, mãe de Pedro, particip...

A Verdade

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Poderia ter percorrido, nos momentos de quase desespero, quando supus estar “esquecida” pela Vara da Infância e da Juventude - por não receber nenhuma ligação (após estar habilitada para adoção) -, outros caminhos… aqueles obscuros perante à lei.   Pois, pessoas queridas, vendo a minha busca pela realização de ser mãe, tratavam, de alguma forma, querer me ajudar apontando alternativas de burlar o sistema.   Recebi telefonemas com indicações de crianças que estavam para nascer onde suas mães não a desejavam ou não tinham condições de criá-la.   E isso mexeu demais comigo!   De fato, poderia ter feito assim: bastava pegar a estrada, apanhar o bebê recém-nascido, correr a um cartório e mentir! Falo dessa forma, pois conheço pessoas que poderiam me ajudar… acho! Nunca tive a coragem de perguntar, mas, imaginava que poderiam me salvar. Sabia que se o fizesse, passaria o resto da minha vida em uma grande mentira: como poderia contar ao meu filho a sua ...

Mães

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Para algumas, a bolsa estoura.   Para outras, o telefone toca. A avisar. Em cada uma, um jeito.   Para algumas, em até 40 semanas.   Para outras, meses e até anos.   A esperar. Em cada uma, um jeito. Para algumas, os olhares se cruzam no primeiro instante. Para outras, o instante se dá no primeiro olhar. A apreciar. Em cada uma, um jeito. Para algumas, ao encontrar   levam logo ao peito. Para outras, o encontro se dá por outros meios. A realizar. Em cada uma, um jeito.   Para algumas, a concepção.   Para outras, a adoção. Pode estar no ventre, na mente   No coração. Cada qual com a sua história.   E com todo respeito: Ser Mãe é Amar, não há outro jeito. Talvez, por isso, dizem que são todas iguais, só muda o endereço. A todas as mães, de todos os jeitos e lugares:                 Felizes Dias, Meses, Anos! Raquel G. Badue   h...

O Vínculo

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No primeiro ano com Pedro em nossas vidas, ele falava do abrigo* relembrando os amigos e sua tia social, com quem conviveu por 3 anos, relatando acontecimentos com espontaneidade e carinho.   Aproveitava-me de suas lembranças e perguntava a ele se desejaria fazer uma visita. A resposta era sempre a mesma e com o olhar acanhado, nos dizia: “Podemos ir, mas vou só se puder ficar no seu colo. Promete?”   Diante dessa resposta, notávamos que ele não estava preparado para ir, mesmo se sentindo saudoso.   O que passou a nos deixar sobressaltados, foi o que mostrávamos ou oferecíamos ao Pedro, ele atestava conhecer, como: “já estive aqui (e citava o nome de sua cuidadora social), ela me trouxe quando eu tinha 1 aninho”. Ou: “Já comi esse prato antes de vocês me conhecerem". Quando isso acontecia, perguntávamos se ele havia gostado daquele local ou daquela refeição, jamais reprovando suas fantasias. Dissemos a ele, em alguns casos - e sendo verdade -...

Dentro de Mim

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Quando tivemos a certeza de que iríamos nos cadastrar para a adoção, passei a ter algumas inquietações diferentes daquelas anteriores quando me encontrava em tratamentos para engravidar. Pois antes, com tantos hormônios em meu corpo - e algumas vezes grávida -, meus pensamentos divagavam desde se se pareceria mais com o meu marido ou comigo, se teria uma boa saúde, se menino ou menina, até aos medos e temores da hora do parto (o qual se prevalecia de cuidados, no meu caso). Após perdas e frustrações, tive a certeza que meu caminho era o de ser mãe por adoção. Não foi difícil pensar, pois veio como um sopro em meus ouvidos, como um raio em meu coração. Tinha a certeza de querer um filho, mas as incertezas pertinentes à burocracia, ao tempo que levaria todo o processo, as entrevistas, em como me preparar para lidar com o emocional sabendo que a bagagem das crianças e jovens que vivem em abrigos vem recheadas de medos, angústias, rejeições e a ansiedade - desde muito pequenos - de ...

Você!

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          (Fotografado por Louise Chin) Você Tantas tentativas Em vão Não!   Nada é em vão Tentei E tantas vezes, sonhei Inúmeras outras, me surpreendi Com possibilidades do porvir Demorei Ou não. O tempo não conta a demora Tampouco a espera Entendi   Que para encontrar   Você Bastou lembrar que desde   O início O que mais desejei Foi: Você! Quando a gente deseja   De verdade Não tem tempo Não tem hora Não tem sangue Não tem idade Tem: Você! Desejo a você A Eternidade A Alegria   O Amor   A Sabedoria A Humildade Você   Faz parte dos meus sonhos E da realidade Você   Me acordou Me ensinou Que o tempo É precioso Justamente por não contar As mínimas coisas… Ficam pequenas demais! O que faz A vida ser plena É a simplicidade Os Encontros Você! Obrigada, filho! Obrigada a você - que aqui me lê -, pel...

Um Copo de Água

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Antes de deitar-me, sabia que tudo - ou quase tudo - o que havia planejado para o dia seguinte, seria realizado, exceto caso acontecesse alguma variação diversa do meu projeto original. Mas, ao ser mãe, essa convicção termina ainda na madrugada… uma tosse incessante ou um choro angustiante, em que um pulo dado da cama faz com que eu, em menos de 3 segundos, esteja no quarto ao lado já com o nosso filho em meu colo. Nunca mais tive a certeza do que havia planejado para o dia seguinte poderia efetivamente ser concluído.   E foi numa dessas conversas com meu marido, em um sábado à noite (falando das mudanças ocorridas com a chegada de Pedro), com ele desperto a brincar ao redor da mesa, quando ouvimos Pedro dizer a palavra “completo” sem coerência alguma com a frase mencionada. Perguntamos a ele se sabia o significado de completo. Ele respondeu que não. Meu marido apontou para um copo de água que estava sobre a mesa e disse a ele que o copo estava pela metad...

A Riqueza

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Saber esperar é realmente uma grande sabedoria.  O que mais sentia quando estava na fila de adoção, era uma sensação de abandono.  Mesmo tentando completar o meu tempo, por 3 anos, o relógio parecia não mover seus ponteiros.   Achava que aquele telefonema do fórum não iria receber. Me sentia descrente e tudo o que eu mais tinha certeza passava a ser incerto. Tentei então me convencer (e as minhas amigas também) que isso não era para mim, que eu deveria ouvir melhor os sinais que a maternidade poderia ser realizada de outras formas: sendo professora, tia, madrinha, cuidando de outras crianças que não a minha. Eu estava em paz comigo e enquanto isso, meu marido e eu - e o país todo - entrávamos em uma grande crise financeira. Eu estava com pouquíssimos trabalhos, rareando cada vez mais. Ou seja, mais uma “desculpa” para dizer que não, não era mesmo para eu ser mãe.   Até que o telefone toca. Sobe um calor, o coração dispara e tudo o que eu fala...

Sutis Diferenças

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Sempre ouvi que, após ser mãe, a gente passa a olhar primeiro para as necessidades do filho e, depois de muito pensar, virão as nossas para aquilo que não se pode dispensar. Há 1 ano e 9 meses tornei-me mãe e ficou evidente que é assim mesmo. Nos 20 dias que fomos ao abrigo (processo de convivência) era nítido que uma criança criada nesta situação, as necessidades são outras, ou melhor, se resume apenas ao desejo de encontrar uma família. Ele não pedia balinha (mesmo que levássemos para ele confeitos agradáveis ao paladar infantil), nem brinquedos ou qualquer outra coisa, apenas a nossa presença, como: - Vocês voltam amanhã? Provavelmente, como toda criança (e ser humano), tinha vontades e desejos, mas, em sua vida, isso não era cabível. Em seu quarto, montado às pressas, logo no início, havia poucos brinquedos. E, diferente de um bebê recém-nascido, que recebe presentes logo ao nascer, com Pedro se passou de outra forma. Ele foi gradualmente apresentado aos nossos...

Dar à Luz

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Compartilho esta poesia que me encantou em sua simplicidade, delicadeza e graciosidade, de Bráulio Bessa Uchoa - grande poeta de literatura de cordel, declamador e palestrante, trouxe a adoção como tema deste belíssimo cordel: "Dar à Luz" Dar à luz a uma criança, é iluminar os seus dias Dividir suas tristezas, somar suas alegrias É ser o próprio calor, naquelas noites mais frias Dar à luz é estar perto, é sempre chegar primeiro É ter o amor mais puro, mais honesto e verdadeiro Amar do primeiro olhar até o olhar derradeiro Dar à luz é se estressar, é não conseguir dormir É ser quase odiado por dizer, não vai sair Dar à luz é liberar, mas também é proibir Dar à luz é ser herói com papel de vilão É saber regrar o sim e nunca poupar o não Não é traçar o caminho, é mostrar a direção Dar à luz é ser presente nos momentos mais cruéis É ensinar que os dedos valem mais do que os anéis É mostrar que um só lar, vale mais que ...

A Amamentação

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Presenciei, diversas vezes, mãozinhas ligeiras de um bebê/criança remover parte da roupa de sua mãe a procurar pelo peito, pelo leite que ainda o nutre - ou mesmo que não mais -, na sua forma mais pura e inerente à vida. E dão-se diferentes reações: algumas mães ficam envergonhadas, outras dão risadas, mas, a maioria embala seu filho no colo promovendo esse encontro tão único, e leva tempo para ser desfeito. É como se o universo, naquele momento, se resumisse à sucção. Pedro, por sair direto do hospital para o abrigo, não foi amamentado.   Como também, tê-lo conhecido quando completou 3 anos, não me passou pela cabeça o ato de aleitar.   E jamais presumi que pudesse acontecer o mesmo comigo… A primeira vez ocorreu no banheiro.   Havia terminado de dar banho nele, eu estava agachada enxugando-o e ele em pé, quando me perguntou se poderia tocar os meus seios. Respondi a ele que sim.   Ele revolveu a minha blusa, até encontrar meu peito e, assim, o tocou...

"O Livro da Família"

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Logo de cara me apaixonei pelas cores e desenhos dos livros infantis do artista e autor Todd Parr.  São livros que divertem e ensinam, trazendo novas formas de percepção perante os assuntos tratados com tanta ternura sobre adoção, diferenças culturais, raciais e sociais. O “Livro da Família”(Panda Books, 2017), quando li para o Pedro pela 1⁠ª. vez, ao chegar na página que diz que algumas famílias adotam filhos, houve uma troca de olhares e logo veio o comentário: - “Mãe, essa é a nossa família!”   Nos abraçamos, sorrimos e continuei a leitura - feliz e agradecendo ao autor por abordar com tanta leveza temas polêmicos, como este.   Tal sensibilidade, tratada em frases curtas e objetivas, é capaz de nos envolver e perceber que a verdade quando exposta de forma simples e pura nos conduz à graça da vida! OBS.: Todd Parr tem outros livros publicados aqui e já foram vendidos milhares de exemplares no mundo todo. Este, citado neste post, está na 18ª impres...

Hoje é o Dia...

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                                       Hoje é um dia importante, mundialmente falando. Hoje se comemora o Dia Mundial da Adoção (World Adoption Day)! O objetivo desta campanha é o desejo de um mundo sem órfãos, sem crianças e adolescentes passando boa parte de suas vidas em abrigos. É trazer um novo olhar e apoio (humano) às famílias formadas por adoção e crianças ao redor do mundo. O objetivo principal é este: o seu olhar com AMOR! #WorldAdoptionDay #DiaMundialDaAdoção World Adoption Day is a day to celebrate family. World Adoption Day is a day to raise awareness for adoption. World Adoption Day is a day to raise funds to support families in their adoption. Ambassadors from all over the world are organizing events and parties, bringing together people from all walks of life to celebrate World Adoption Day. Join us as we create a day to celebrate the power and beauty of fa...

O Progresso

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Lembro-me bem do 1º dia que participamos, meu marido e eu, do grupo de apoio à adoção, pois não imaginávamos encontrar aquele número de pessoas dispostas a adotar - achávamos que haveria menos indivíduos interessados.  Isso ocorreu no início de 2013. Saímos de lá diferentes, nos sentindo mais fortes e com a certeza de quão importante é participar de um Grupo de Apoio à Adoção. Porém, quando Pedro chegou, no ano passado, estivemos ausentes das reuniões por um tempinho e ao retornar - para nossa surpresa -, vimos que quase triplicou o número de pessoas que desejam adotar. Tanto melhor, foi receber, em 29/10/17, a notícia que o percentual de pretendentes dispostos a adotar crianças acima de 5 anos, indiferentes a cor e que aceitam grupos de irmãos aumentou significativamente nos últimos anos. Com a ampliação do perfil desejado, o processo se tornou mais célere e muitas crianças e adolescentes estão tendo a alegria e a oportunidade de, enfim, ter uma família! Essa conscientização ...

Avanço

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Em meio ao pandemônio que vivemos no Brasil, houve, na semana passada, uma agradável informação! O Senado aprovou projeto de lei que agiliza o processo de adoção de crianças e adolescentes, dando prioridade aos grupos de irmãos ou menores com deficiência, doença crônica ou com necessidades específicas de saúde.   Promovendo, assim, alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no Código Civil, tais como estas importantes iniciativas: - a autorização do cadastro para adoção de recém-nascidos e crianças mantidas em abrigos que não forem procuradas pela família biológica em até 30 dias (quando estávamos na fila, o prazo era de até 2 anos!); - a redução do prazo para tramitação do processo de habilitação, limitando a 120 dias como período máximo para conclusão deste processo (o nosso durou 1 ano);   - a duração máxima do estágio de convivência que antecede a adoção nacional firmada em 90 dias;   - assegurar a estabilidade para mamães com guarda pr...

O Desafio

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Estávamos, Pedro e eu, a brincar no quintal de casa - no ano passado, ele com seus 3 aninhos e 4 meses conosco - após pinturas e espirros de tintas, mais tropeços que chutes na bola (da minha parte, claro!), rabiscos com giz no muro, … e chegou a hora de ir para o banho! E, eis que surge a primeira birra! Sim! Eu sabia que um dia ela chegaria. O sorriso maroto que Pedro exibia, em menos de 3 segundos, um som estridente e alarmante passou a ecoar de sua garganta. Eu, tentando acalmá-lo, dizia que chegou a hora, que estávamos suados, sujinhos, … Mas, a teimosia não o deixava. Ficou irritadiço e começou a gritar comigo. Respirei fundo, olhei firme em seus olhos e num tom baixo falei, ou melhor, repeti o que algumas vezes ouvi de minha mãe: - “Não grite comigo! Sou sua mãe!” Lembro-me bem, quando ouvia essa frase, ficava quieta e fazia cara de enfurecida.   Com Pedro, me surpreendi ao ver em seus lábios despontar um sorriso e uma alegria surgir em seus olhos!   ...

Achei Você no Meu Jardim

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Sabemos que ainda há muito o que fazer pelas crianças que se encontram em situação de abrigo, mas, a cada criança que recebe amor e um lar, é uma vida a tocar, a semear e, de novo, a brotar. Uma alegria saber que as pessoas se realizam quando encontram seu(s) filho(s) do coração. E muitas delas passaram a falar, nos últimos anos, sobre isso. Contribuindo para se despertar um novo olhar…   Melhor ainda, quando as palavras se transformam em melodia. Comovente a letra e   música da grande e doce Vanessa da Mata, cantora, compositora e escritora brasileira, e mãe por adoção de 3 crianças (são irmãos biológicos), fez essa linda canção em homenagem aos seus filhos (Bianca, Filipe e Micael): "Minha Herança: Uma flor" Achei você no meu jardim Entristecido Coração partido Bichinho arredio Peguei você pra mim Como a um bandido Cheio de vícios E fiz assim, fiz assim Reguei com tanta paciência Podei as dores, as mágoas, doenças Que nem as folhas...